quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Orfeu e Eurídice
Por Zeus, não se vá, não se vá
Pois sem você não sei viver,
no céu, no inferno, onde for
farei de tudo pra te ver.
Meu amor,
porque tinha que ser tudo assim?
Chegar a esse triste fim?
O destino, alquimista tão vil e cruel,
transformou, mel em fel.
Se esperança ainda houver,
trago-te ao mundo dos vivos
sob toda condição que eu puder,
pra te sentir me inspirar mais uma vez.
E pra ti poder voltar,
a tocar as melodias mais sublimes
que o amor pode criar,
musa das musas, que me põe a flutuar.
E Hades então decretou,
que ela comigo voltará,
porém, acordado ficou
pra ela eu não podia olhar.
Aceitei, do mundo dos mortos sairei.
e foi aí onde eu errei,
no caminho, para trás me virei e a olhei,
e de vez, a deixei.
Como pude me esquecer
do que disse então outrora
para a vida do meu anjo reaver?
Agora não, há mais o que eu possa fazer.
Já não posso controlar,
Esse pranto copioso em meu
rosto e em minha lira a soar.
Eu já morri só o que falta é consumar.
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