sexta-feira, 30 de dezembro de 2016
Soneto da homenagem
Soraya seria simplesmente sensacional,
sentir sua sensualidade surreal,
subindo sobre meu corpo o calor,
me fazendo queimar de tesão, sem pudor.
Mas sei que é uma ilusão
te vejo perto, e longe de mim,
e com o falo na mão bate a decepção,
do prazer torpe canso, quero dar fim.
Assim como a mão cansa de pilar tucunha
e o ansioso de tanto roer fica sem unha
esperança não tenho, de um dia te conhecer
mas a vida é dinâmica, pode surpreender,
destinos se cruzam a cada segundo,
e um pueril desejo, converte-se em algo profundo.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
Poesia (do)ente
Gente,
como estou contente,
vibrante, pra frente,
nada me trava a mente,
nem aquilo que é mais
impertinente,
faz com que eu me sinta carente,
triste ou indolente,
ou qualquer outro adjetivo
adjacente,
que ao negativo é inerente.
A vida vivida é quente,
pulsa dinâmica, ardente,
e quem no que digo é
descrente,
pra manifestar algo assim é
iminente:
"Você é demente,
e sua poesia, é doente".
Verônica
Verônica, icônica.
Bebida favorita:
Vodca com tônica
Mantém uma conta,
na caixa econômica
por vezes irônica,
se manifesta
de forma lacônica,
raramente fica afônica,
pois tem voz supersônica,
fã da turma da mônica,
membro da sociedade
secreta maçônica,
de origem macedônica,
e quando presta atenção,
faz uma cara cômica.
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Desejo de morrer
Morro de desejo,
e não raro cortejo,
aquilo que faz a todos correr,
porém pra mim é um prazer.
Pensar. Planejar.
A forma como vou morrer.
Assusta, é mórbido,
soturno, sombrio e sórdido,
finge-se que não se importa,
porém quando ela bate a porta,
passamos a questionar,
sobre o que deixamos de falar,
de fazer, de sentir,
como poderíamos agir
enfim, perdemos o chão,
chegamos perto de nossa essência,
diante da iminência,
de habitarmos um caixão.
Luto contra o luto
As vestes negras
envoltas em meu coração,
teimam em não
me deixar na mão.
Eu agradeço
a atenciosidade,
mas disso eu não
preciso, de verdade.
A dor é dura,
porém pura,
tão sincera
que dilacera,
tem que ser sentida,
vívida orgânica, e vivida
deixa ela explodir,
expandir, contrair.
Sabido, é certo o sofrer
mas pra sempre não há de ser.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Estrada pra lugar nenhum
Contemplando, segue-se a vida
bem ou mal sendo vivida
sempre a sombra e a esperar
algo que não chegará.
Pois o que dizemos querer,
no fundo imploramos
para não acontecer,
e em devaneios sem fim,
contraditóriamente pensamos:
Ah! se fosse assim.
e nessa indecisão
sempre a preferir
o meio do caminho
a mediocridade cresce,
se estabelece,
e por ela, até criamos
um certo carinho.
Pois ao que parece
sentimos maior conforto,
em seguir vivendo
cada qual, como se morto.
Ceifeiros
No éter, venho a me encontrar,
sonhando, suspenso no ar
tudo está nítido, claro,
e parece fluir, um melhor raciocinar,
o pensamento me move
e o que antes me tocava
não mais me comove.
Tudo está perfeito
nunca me senti tão bem,
até mesmo a angina
que me detonava o peito
se desfez, junto com o meu leito.
Mamãe, Papai, quero agora ver vocês...
Mas o que está havendo?
Porque não estão me vendo!?
e é aí que percebo
que este mancebo
no plano físico,
não existe mais
e os ceifeiros
me transportam
pra mostrar onde
meu corpo jaz
com os dizeres na lápide:
Descanse em paz.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Do inverno pro verão
Gélido coração,
que começa a derreter
ao alimentar esperanças em vão,
a cada ir e vir de verão,
que tornará a iludir
minha alma atônita,
que insiste em não ver
que das nuvens, irá cair.
Envolva-me no manto
de seu intenso amor,
mantenha acesa a chama, o encanto
que faz com que ao mundo,
eu abra meu canto
sem medo de ser feliz,
vivendo a poesia, o lirismo,
que eu sempre quis.
Se vens desfazer o inverno,
que sempre julguei eterno,
sem demora então,
faças perene o verão,
e seja somente cíclico,
o ciclo da estação,
e o calor da alegria,
que trazes e contagia
seja a luz da alma,
o motor do coração,
e sejas na minha vida,
mais que uma doce ilusão.
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Ressuscitei... Mas estou morto.
Eu voltarei!
Sequer eu esperava
que uma chance dessa
me aguardava.
Pensava comigo,
não mereço,
então desde já
agradeço.
Porém de repente,
um dilema surgiu,
e o maior aperto
minha alma sentiu.
E com pesar
tive que escolher,
entre voltar a vida,
ou ver meu amor morrer.
Como nunca em vida, sofri,
e já que não tinha jeito, decidi,
e a chance que igual nunca terei,
por ela sacrifiquei,
e da morte, meu amor salvei,
atirando desolado no incêndio a luz,
mas ao mesmo tempo feliz me pus.
Em cruel estado me encontro,
desconsolado monstro,
pois meu amor te salvou,
mas ao limbo me condenou,
e não posso mais voltar.
Então fui surpreendido novamente,
e nova chance de voltar é iminente,
o amor eu não sabia também me salvou,
minha alma no corpo novamente enlaçou.
Voltei, viverei como eu vivia,
que alegria!... Só que não.
Algo está diferente,
e muito aguçada agora,
está minha percepção,
seres misteriosos vêm avisar
que tenho uma missão.
De volta agora a terra,
sou soldado da guerra,
que quem enfrenta
não é qualquer mortal,
a dura batalha espiritual.
Por isso digo, ressuscitei,
mas pro mundo,
estou morto.
Sequer eu esperava
que uma chance dessa
me aguardava.
Pensava comigo,
não mereço,
então desde já
agradeço.
Porém de repente,
um dilema surgiu,
e o maior aperto
minha alma sentiu.
E com pesar
tive que escolher,
entre voltar a vida,
ou ver meu amor morrer.
Como nunca em vida, sofri,
e já que não tinha jeito, decidi,
e a chance que igual nunca terei,
por ela sacrifiquei,
e da morte, meu amor salvei,
atirando desolado no incêndio a luz,
mas ao mesmo tempo feliz me pus.
Em cruel estado me encontro,
desconsolado monstro,
pois meu amor te salvou,
mas ao limbo me condenou,
e não posso mais voltar.
Então fui surpreendido novamente,
e nova chance de voltar é iminente,
o amor eu não sabia também me salvou,
minha alma no corpo novamente enlaçou.
Voltei, viverei como eu vivia,
que alegria!... Só que não.
Algo está diferente,
e muito aguçada agora,
está minha percepção,
seres misteriosos vêm avisar
que tenho uma missão.
De volta agora a terra,
sou soldado da guerra,
que quem enfrenta
não é qualquer mortal,
a dura batalha espiritual.
Por isso digo, ressuscitei,
mas pro mundo,
estou morto.
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Dualidades
Jogam-se os dados
mudam-se os lados
extremos opostos
que se entrelaçam
e se completam,
heterogêneos,
tornando-se
homogêneos
compostos,
sem perceber.
Branco no preto
contradito
mais que perfeito
luz e sombra,
força
e jeito...
Dualidades
dentre outras
que são
vitais
ao nosso viver
pois, que sentido,
sem elas,
a vida haveria de
ter?
Mistérios
Quem és tu ó bela dama,
que oculta-se entre os muros de silício,
e alimenta em mim o vício
de querer mais de ti.
Um doce mistério és
que ora machuca,
ora infla de esperança,
meu pobre coração
que não tem culpa
de ser incapaz de suportar,
tamanha paixão.
Me fazes sofrer nem sei porque,
se para ti, só tenho bem querer.
Sinto me como Quíron
que ferido de morte
não podia morrer,
e eternamente,
aguentava o sofrer.
Não sou imortal
nem pretendo partir,
só quero se deixares,
o seu amor sentir.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Porque lhe escrevi?
Eu nem sei porque
lhe escrevi uma poesia.
eu hoje me pergunto,
se em você, tal lirismo cabia.
Eu nem sei porque
lhe escrevi uma poesia.
fiz no ímpeto do sentimento,
sem saber sequer se você merecia.
Mas ainda reconheço, és única,
envolta em mistérios
como a sacerdotisa
vestida em sua túnica,
pois podes ser como desejar,
entre um ato delicado ou rude,
azedo ou doce,
e fosse como fosse,
ainda consegue
a qualquer um encantar.
Penso em ti, e como o viciado
em mato dichavado,
não resisto e vou poetar,
mesmo sabendo
que chovo no molhado,
pois a poesia,
já está em ti a se revelar.
Série de poesias dedicadas a musa que fez florescer em mim, algo que eu pensei que nunca mais iria dar frutos. Obrigado, do fundo do meu coração.
lhe escrevi uma poesia.
eu hoje me pergunto,
se em você, tal lirismo cabia.
Eu nem sei porque
lhe escrevi uma poesia.
fiz no ímpeto do sentimento,
sem saber sequer se você merecia.
Mas ainda reconheço, és única,
envolta em mistérios
como a sacerdotisa
vestida em sua túnica,
pois podes ser como desejar,
entre um ato delicado ou rude,
azedo ou doce,
e fosse como fosse,
ainda consegue
a qualquer um encantar.
Penso em ti, e como o viciado
em mato dichavado,
não resisto e vou poetar,
mesmo sabendo
que chovo no molhado,
pois a poesia,
já está em ti a se revelar.
Série de poesias dedicadas a musa que fez florescer em mim, algo que eu pensei que nunca mais iria dar frutos. Obrigado, do fundo do meu coração.
Ser a arte
Busco entender,
por ventura saber
indo de parte a parte,
se preciso for, até marte
a definição do que é arte.
Me perco ao dizer
a cabeça dá nó
e quem me vê na labuta
deve pensar, que dó,
mas imagino, não sofro só.
Porém descobri,
que certa feita disseram
em algum lugar por aí:
Arte, a revelação do belo,
e então pensei,
do meu jeito singelo, ser,
a definição de arte, você.
por ventura saber
indo de parte a parte,
se preciso for, até marte
a definição do que é arte.
Me perco ao dizer
a cabeça dá nó
e quem me vê na labuta
deve pensar, que dó,
mas imagino, não sofro só.
Porém descobri,
que certa feita disseram
em algum lugar por aí:
Arte, a revelação do belo,
e então pensei,
do meu jeito singelo, ser,
a definição de arte, você.
Sem sentido é explicar
Um anjo caiu do céu,
de Ísis tirou-se o véu,
a chama que a alma incendeia,
do mar emergiu uma sereia.
A luz que invadiu meu coração,
opulenta fonte de inspiração,
na morte, vida injeta,
renascendo pro mundo um poeta.
Me põe vulnerável, prestes a cair,
perdido num intenso sentir,
sem sentido é explicar,
o quanto estou a te amar.
de Ísis tirou-se o véu,
a chama que a alma incendeia,
do mar emergiu uma sereia.
A luz que invadiu meu coração,
opulenta fonte de inspiração,
na morte, vida injeta,
renascendo pro mundo um poeta.
Me põe vulnerável, prestes a cair,
perdido num intenso sentir,
sem sentido é explicar,
o quanto estou a te amar.
Meu raio de sol
Raios dourados
quentes e iluminados,
brilhando como o sol
debaixo de cada caracol,
dos cabelos mais exuberantes,
vistosos e inebriantes
como iguais jamais vi.
Vivi, muito senti
encantos, nos mais
recônditos recantos
desfrutei, no entanto
agora, nessa hora
só o que sei é que desejo,
o ensejo de por entre
seus cabelos me perder
e diante do teu sorriso,
sentir teu amor
sentir teu amor
ouvir seu riso,
que como a lira
quando escuto o som
até me harmonizo.
Com algo que ainda
não sei definir,
mas do meu coração
derrete o gelo,
e faz por alguns instantes,
minha tristeza sumir.
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