As vestes negras
envoltas em meu coração,
teimam em não
me deixar na mão.
Eu agradeço
a atenciosidade,
mas disso eu não
preciso, de verdade.
A dor é dura,
porém pura,
tão sincera
que dilacera,
tem que ser sentida,
vívida orgânica, e vivida
deixa ela explodir,
expandir, contrair.
Sabido, é certo o sofrer
mas pra sempre não há de ser.
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