terça-feira, 30 de maio de 2017
A última poesia
Não sei prever o futuro,
mas já posso imaginar
o quanto será duro,
não poder mais te ver,
me inspirar pra escrever,
delirar, divagando acerca
da sua espontânea loucura,
genuína, doce e pura,
o fogo do sentimento que vem
enquanto saem essas palavras,
com naturalidade, sem travas.
Minha tormenta,
minha calmaria,
sonho esplendoroso,
espinho da rosa,
surpreendente, doloroso,
dor que me move
me compele a criar,
alegria triste, comove,
impossível negar...
não há vocábulo mais
que possa ser capaz
de fazer eu me expressar
como eu gostaria,
deixo quem sabe
pra ti adorável musa,
a última poesia.
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