sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Senhor Saturno
Senhor do karma,
Senhor do tempo,
o caos se arma,
vem o tormento,
com sua foice,
vem extirpar,
um forte coice,
pra acordar,
a humanidade,
que dorme cega,
mas a verdade,
um dia pega,
a sua mão,
não tergiversa,
quando ele age,
não tem conversa,
nos fere o brio,
seco e soturno,
como és frio,
Senhor Saturno.
Serpente encarnada
Reina, reina ter reino devasso
iluda e inebrie a cada passo,
gesto e ação, sem pudor nenhum,
de até mesmo com irmã e irmão,
jogar sem remorso algum.
Faz do teu jeito
console em teu peito
quem dizes amar,
torna a enganar
mais um infeliz senil,
em dissimulação vil,
visando conquistar,
poder absoluto
e de modo astuto
tudo dominar.
Mas lembre-se serpente,
quanto mais você mente,
brincando com o que se sente,
buscando se destacar,
esteja certa que bebes
do próprio veneno
e do modo mais pleno,
vais algum dia
se acabar.
Tempos idos
Agora pesou,
a coisa ficou séria,
a brincadeira acabou,
a desforra com a matéria,
com pesar, digo, se findou.
Quem quiser continuar vivendo
como se nada tivesse havendo
daqui desse planeta sairá,
habitante dele não mais será.
O momento pede sacrifício
a hora é de focar no ofício,
que nosso Senhor nos confiou,
no encontro do "Eu Sou".
A estrada é árdua, dura
porém a recompensa é pura,
e a vida de tempos atrás,
converte-se em melancólicas
lembranças de um tempo bom,
que não voltará jamais.
Água dura em pedra mole
Ele é nossa rocha,
impenetrável, dura,
e jamais afrouxa,
fortaleza segura.
Ninguém o viu chorar,
exemplo de força,
certo que devem pensar,
mas estão a se enganar.
Isso nada mais é
que uma armadura,
de quem, já fraco na fé,
disfarça a amargura,
de viver sem motivo,
a todo momento cativo,
sem ter com quem contar,
para os males expurgar,
pra terminar,
por motivo de sem.
Criatividade estar...
Sério, nada me vem.
Vander Lee então
agora citarei
pois desse modo
melhor extravasarei:
Minha dor eu
não consigo
compreender
eu quero algo
pra beber.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Ao amanhecer
Ao amanhecer,
se renova a esperança,
de que toda e qualquer tempestade,
um dia se torne bonança.
E a todo instante,
tentamos reforçar
essa confiança,
assim como a criança
que na sua imaginação
insiste em acreditar.
Mas a diferença,
é que a tal crença,
para nós desiludidos
é difícil realizar,
preferindo no discurso,
nos acomodar.
Proferida por milhões,
que na verdade
não tem colhões,
de tal beleza vivificar.
E quando se busca,
ao primeiro sinal
que algo pode ir mal,
deixamo-nos abater.
E ao chamado
caminho seguro,
voltamos a trilhar,
esperando o dia
de ir ao INSS,
os frutos dos anos
de escravidão,
finalmente aproveitar.
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