Seu universo

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Do inverno pro verão


Gélido coração,
que começa a derreter
ao alimentar esperanças em vão,
a cada ir e vir de verão,
que tornará a iludir
minha alma atônita,
que insiste em não ver
que das nuvens, irá cair.

Envolva-me no manto
de seu intenso amor,
mantenha acesa a chama, o encanto
que faz com que ao mundo,
eu abra meu canto
sem medo de ser feliz,
vivendo a poesia, o lirismo,
que eu sempre quis.

Se vens desfazer o inverno,
que sempre julguei eterno,
sem demora então,
faças perene o verão,
e seja somente cíclico,
o ciclo da estação,
e o calor da alegria,
que trazes e contagia
seja a luz da alma,
o motor do coração,
e sejas na minha vida,
mais que uma doce ilusão.



sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Ressuscitei... Mas estou morto.

Eu voltarei!
Sequer eu esperava
que uma chance dessa
me aguardava.
Pensava comigo,
não mereço,
então desde já
agradeço.

Porém de repente,
um dilema surgiu,
e o maior aperto
minha alma sentiu.
E com pesar
tive que escolher,
entre voltar a vida,
ou ver meu amor morrer.
Como nunca em vida, sofri,
e já que não tinha jeito, decidi,
e a chance que igual nunca terei,
por ela sacrifiquei,
e da morte, meu amor salvei,
atirando desolado no incêndio a luz,
mas ao mesmo tempo feliz me pus.

Em cruel estado me encontro,
desconsolado monstro,
pois meu amor te salvou,
mas ao limbo me condenou,
e não posso mais voltar.

Então fui surpreendido novamente,
e nova chance de voltar é iminente,
o amor eu não sabia também me salvou,
minha alma no corpo novamente enlaçou.

Voltei, viverei como eu vivia,
que alegria!... Só que não.
Algo está diferente,
e muito aguçada agora,
está minha percepção,
seres misteriosos vêm avisar
que tenho uma missão.
De volta agora a terra,
sou soldado da guerra,
que quem enfrenta
não é qualquer mortal,
a dura batalha espiritual.
Por isso digo, ressuscitei,
mas pro mundo,
estou morto.




segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Dualidades


Jogam-se os dados
mudam-se os lados
extremos opostos
que se entrelaçam
e se completam,
heterogêneos,
tornando-se
homogêneos
compostos,
sem perceber.
Branco no preto
contradito
mais que perfeito
luz e sombra,
força e jeito...
Dualidades
dentre outras
que são vitais
ao nosso viver
pois, que sentido,
sem elas,
a vida haveria de ter?

Mistérios


Quem és tu ó bela dama,
que oculta-se entre os muros de silício,
e alimenta em mim o vício
de querer mais de ti.

Um doce mistério és
que ora machuca,
ora infla de esperança,
meu pobre coração
que não tem culpa
de ser incapaz de suportar,
tamanha paixão.

Me fazes sofrer nem sei porque,
se para ti, só tenho bem querer.
Sinto me como Quíron
que ferido de morte
não podia morrer,
e eternamente,
aguentava o sofrer.

Não sou imortal
nem pretendo partir,
só quero se deixares,
o seu amor sentir.